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Expedição · outubro de 2026

Building the Future China: o roteiro da expedição, etapa por etapa

16 de setembro de 2026 Leitura de 9 minutos Retail Experience Brasil
Metrópole chinesa à noite, referência da expedição sobre construção civil na China
Beijing · Hangzhou · Shanghai · 26/10 a 04/11 de 2026

A China ergue arranha-céus em semanas, cobre canteiros inteiros com domos pressurizados e produz lajes em fábrica como quem produz automóvel. Em outubro, um grupo de empresários e executivos brasileiros vai ver isso funcionando de perto.

A expedição Building the Future China acontece de 26 de outubro a 4 de novembro de 2026, com saída do Brasil no dia 25. O roteiro cobre Beijing, Hangzhou e Shanghai, e a curadoria é de Romano Pansera e José Rubens de Macedo Filho, engenheiro e conselheiro que idealizou a missão.

É a primeira vez que a Retail Experience Brasil abre uma frente dedicada à construção civil na China, aplicando à arquitetura e à engenharia o mesmo método de curadoria que sustenta as missões de varejo desde 2011. Este artigo abre o roteiro etapa por etapa.

🏗️ Por que a construção civil na China virou referência mundial

Quem acompanha o setor de longe costuma resumir a China a velocidade e escala. Os dois adjetivos estão certos e explicam pouco. O que sustenta a produtividade da construção civil na China é um conjunto de escolhas industriais que o Brasil ainda discute em projeto piloto.

Seis pilares organizam essa leitura, e eles guiam a agenda inteira da expedição.

O que a expedição vai observar

Seis pilares da força construtiva chinesa

01
Construção modular industrializadaA maior parte do trabalho sai do canteiro. Módulos tridimensionais, paredes e lajes são produzidos em massa e chegam prontos para montagem, o que derruba custo e desperdício.
02
Tecnologia e robótica em obraImpressão 3D de edificações e domos infláveis que cobrem canteiros inteiros, isolando o clima, reduzindo ruído em até 40 dB e poeira em até 90%.
03
Sincronia logística e cronograma rigorosoTransporte milimetricamente planejado e trabalho por empreitada, o que permite erguer complexos inteiros em dias ou semanas.
04
Planejamento de macro infraestruturaA indústria opera como propulsora da economia nacional, integrando regiões com hidrovias artificiais e redes rodoviárias suspensas em terrenos acidentados.
05
Sustentabilidade e energia renovávelAntigas minas viram usinas solares flutuantes, e o ambiente construído recebe investimento em ventilação e iluminação naturais otimizadas.
06
Integração urbana e smart citiesO foco deixa de ser o edifício isolado e passa para a renovação urbana, com corredores amplos, edifícios multifuncionais e espaços que ligam cultura, educação e moradia.

🇨🇳 Beijing: cultura, feira e as gigantes do setor

A expedição começa por Beijing, e os primeiros dias não são de obra. São de contexto. O grupo visita a Cidade Proibida e a Muralha da China antes de entrar em qualquer canteiro, e isso é decisão de método, não passeio.

A Cidade Proibida é um complexo pensado em camadas, onde cada pátio e cada portão foram projetados para comunicar poder, hierarquia e acesso. A Muralha é uma estrutura que atravessou dois mil anos e várias dinastias. Para quem constrói, as duas visitas respondem a uma pergunta que aparece o tempo todo depois: por que a cultura chinesa trata prazo, durabilidade e escala de um jeito diferente do nosso.

Depois entra a parte técnica. Beijing concentra a Super Expo BAU China 2026, que ocupa vários dias da agenda, e as visitas às empresas que definem o setor no país.

🏢 Hangzhou: canteiro industrializado e infraestrutura digital

De Beijing o grupo segue para Hangzhou, onde entram na agenda a CSCEC e a camada tecnológica que sustenta as obras chinesas.

A China State Construction Engineering Corporation é a maior construtora do mundo em receita, e a visita é o coração técnico da expedição: é onde a construção modular industrializada aparece na escala em que ela realmente muda a conta da obra.

Na sequência vêm a Broad Core Digital Technology, ligada ao grupo conhecido pelos edifícios erguidos em prazos que parecem implausíveis, e a Huawei Enterprise, que hoje vende para o setor de construção uma plataforma de cloud, IoT e inteligência artificial capaz de conectar canteiros, equipamentos e equipes em tempo real.

Vale registrar

A Huawei aparece na agenda como fornecedora de infraestrutura digital, não como fabricante de celular. É um bom retrato do que mudou: na China, a conversa sobre produtividade em obra passa por conectividade, sensores e dados antes de passar por mão de obra. Quem quiser se aprofundar no ecossistema tecnológico do país encontra material na página institucional da Huawei.

🚄 Shanghai: infraestrutura, porto e mobilidade elétrica

O trecho entre Hangzhou e Shanghai é feito de trem bala, e a escolha faz parte do conteúdo. Andar na malha ferroviária de alta velocidade chinesa é a forma mais direta de entender o que significa planejar infraestrutura em escala continental.

Em Shanghai, a agenda cobre a China Railway Construction Corporation, a Shanghai Baoshan Railway Station e o porto de Shanghai, o maior porto de contêineres do mundo. Fecha com uma visita à Tesla ou à BYD, para ver como a indústria automotiva chinesa organiza produção e automação, e com o workshop conclusivo, em que o grupo consolida com os curadores o que dá para aplicar no Brasil.

EtapaCidadeO que entra na agenda
Chegada e aberturaBeijingCheck-in, briefing da agenda e jantar de abertura
Camada culturalBeijingCidade Proibida e Muralha da China
Feira e incorporaçãoBeijingSuper Expo BAU China, China Overseas Land, Glodon e Beijing National Stadium
Construção industrializadaHangzhouCSCEC, Broad Core Digital Technology e Huawei Enterprise
Infraestrutura e indústriaShanghaiChina Railway Construction, Baoshan Railway Station, porto de Shanghai e Tesla ou BYD
FechamentoShanghaiWorkshop conclusivo, passeio de barco e jantar de encerramento

👥 Quem vai e por que o grupo importa

A expedição foi desenhada para empresárias, empresários e executivos de construtoras, incorporadoras e escritórios de arquitetura e engenharia, com espaço também para fornecedores, bancos e fundos ligados ao setor.

Isso não é detalhe de folheto. Numa visita técnica, o nível da conversa é definido pelo nível de quem pergunta. Quando o grupo é formado por decisores, a apresentação institucional dura quinze minutos e o resto do tempo vira discussão de custo, prazo e viabilidade. Foi assim nas missões de varejo, e é o que se espera aqui.

Vale lembrar que a expedição de outubro roda em paralelo à agenda de varejo da REx, que continua com a missão de varejo na China em março de 2027 e a ANUGA, em Colônia, em outubro do mesmo ano.

✅ O que fazer se você quer entrar nesse grupo

As vagas são limitadas por desenho, porque o acesso às empresas depende do tamanho do grupo. Quem tem interesse deve falar com o time agora: parte das visitas exige confirmação antecipada de nomes junto às empresas anfitriãs, e vistos para a China levam tempo.

Se você ainda está avaliando o formato antes de decidir, vale ler primeiro o que caracteriza uma imersão técnica internacional e o que separa isso de uma viagem de negócios comum.

Vagas limitadas

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❓ Perguntas frequentes

Quando acontece a expedição Building the Future China?

A expedição acontece de 26 de outubro a 4 de novembro de 2026, com saída do Brasil em 25 de outubro. O roteiro passa por Beijing, Hangzhou e Shanghai, com retorno no dia 4 de novembro.

Para quem é a expedição de construção civil na China?

Para empresárias, empresários e executivos de construtoras, incorporadoras, escritórios de arquitetura e engenharia, além de fornecedores, bancos e fundos de investimento ligados ao setor. O grupo é formado por decisores, o que muda o nível das conversas nas visitas técnicas.

O que é a Super Expo BAU China 2026?

É uma das principais plataformas asiáticas dedicadas à construção, arquitetura, materiais, fachadas, esquadrias, impermeabilização e tecnologias para edificações. O evento reúne diversas feiras do ecossistema BAU em uma única exposição que cobre todo o ciclo da construção civil.

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