A China ergue arranha-céus em semanas, cobre canteiros inteiros com domos pressurizados e produz lajes em fábrica como quem produz automóvel. Em outubro, um grupo de empresários e executivos brasileiros vai ver isso funcionando de perto.
A expedição Building the Future China acontece de 26 de outubro a 4 de novembro de 2026, com saída do Brasil no dia 25. O roteiro cobre Beijing, Hangzhou e Shanghai, e a curadoria é de Romano Pansera e José Rubens de Macedo Filho, engenheiro e conselheiro que idealizou a missão.
É a primeira vez que a Retail Experience Brasil abre uma frente dedicada à construção civil na China, aplicando à arquitetura e à engenharia o mesmo método de curadoria que sustenta as missões de varejo desde 2011. Este artigo abre o roteiro etapa por etapa.
🏗️ Por que a construção civil na China virou referência mundial
Quem acompanha o setor de longe costuma resumir a China a velocidade e escala. Os dois adjetivos estão certos e explicam pouco. O que sustenta a produtividade da construção civil na China é um conjunto de escolhas industriais que o Brasil ainda discute em projeto piloto.
Seis pilares organizam essa leitura, e eles guiam a agenda inteira da expedição.
Seis pilares da força construtiva chinesa
🇨🇳 Beijing: cultura, feira e as gigantes do setor
A expedição começa por Beijing, e os primeiros dias não são de obra. São de contexto. O grupo visita a Cidade Proibida e a Muralha da China antes de entrar em qualquer canteiro, e isso é decisão de método, não passeio.
A Cidade Proibida é um complexo pensado em camadas, onde cada pátio e cada portão foram projetados para comunicar poder, hierarquia e acesso. A Muralha é uma estrutura que atravessou dois mil anos e várias dinastias. Para quem constrói, as duas visitas respondem a uma pergunta que aparece o tempo todo depois: por que a cultura chinesa trata prazo, durabilidade e escala de um jeito diferente do nosso.
Depois entra a parte técnica. Beijing concentra a Super Expo BAU China 2026, que ocupa vários dias da agenda, e as visitas às empresas que definem o setor no país.
- Super Expo BAU China 2026: reúne diversas feiras do ecossistema BAU em uma única exposição, cobrindo materiais, fachadas, esquadrias, impermeabilização e tecnologia para edificações.
- China Overseas Land & Investment: uma das maiores incorporadoras do país, com atuação internacional relevante.
- Glodon Company Limited: referência em software para construção, do orçamento ao BIM e à gestão digital da obra.
- Beijing National Stadium: o Ninho de Pássaro, visitado como estudo de engenharia estrutural e legado urbano.
🏢 Hangzhou: canteiro industrializado e infraestrutura digital
De Beijing o grupo segue para Hangzhou, onde entram na agenda a CSCEC e a camada tecnológica que sustenta as obras chinesas.
A China State Construction Engineering Corporation é a maior construtora do mundo em receita, e a visita é o coração técnico da expedição: é onde a construção modular industrializada aparece na escala em que ela realmente muda a conta da obra.
Na sequência vêm a Broad Core Digital Technology, ligada ao grupo conhecido pelos edifícios erguidos em prazos que parecem implausíveis, e a Huawei Enterprise, que hoje vende para o setor de construção uma plataforma de cloud, IoT e inteligência artificial capaz de conectar canteiros, equipamentos e equipes em tempo real.
A Huawei aparece na agenda como fornecedora de infraestrutura digital, não como fabricante de celular. É um bom retrato do que mudou: na China, a conversa sobre produtividade em obra passa por conectividade, sensores e dados antes de passar por mão de obra. Quem quiser se aprofundar no ecossistema tecnológico do país encontra material na página institucional da Huawei.
🚄 Shanghai: infraestrutura, porto e mobilidade elétrica
O trecho entre Hangzhou e Shanghai é feito de trem bala, e a escolha faz parte do conteúdo. Andar na malha ferroviária de alta velocidade chinesa é a forma mais direta de entender o que significa planejar infraestrutura em escala continental.
Em Shanghai, a agenda cobre a China Railway Construction Corporation, a Shanghai Baoshan Railway Station e o porto de Shanghai, o maior porto de contêineres do mundo. Fecha com uma visita à Tesla ou à BYD, para ver como a indústria automotiva chinesa organiza produção e automação, e com o workshop conclusivo, em que o grupo consolida com os curadores o que dá para aplicar no Brasil.
| Etapa | Cidade | O que entra na agenda |
|---|---|---|
| Chegada e abertura | Beijing | Check-in, briefing da agenda e jantar de abertura |
| Camada cultural | Beijing | Cidade Proibida e Muralha da China |
| Feira e incorporação | Beijing | Super Expo BAU China, China Overseas Land, Glodon e Beijing National Stadium |
| Construção industrializada | Hangzhou | CSCEC, Broad Core Digital Technology e Huawei Enterprise |
| Infraestrutura e indústria | Shanghai | China Railway Construction, Baoshan Railway Station, porto de Shanghai e Tesla ou BYD |
| Fechamento | Shanghai | Workshop conclusivo, passeio de barco e jantar de encerramento |
👥 Quem vai e por que o grupo importa
A expedição foi desenhada para empresárias, empresários e executivos de construtoras, incorporadoras e escritórios de arquitetura e engenharia, com espaço também para fornecedores, bancos e fundos ligados ao setor.
Isso não é detalhe de folheto. Numa visita técnica, o nível da conversa é definido pelo nível de quem pergunta. Quando o grupo é formado por decisores, a apresentação institucional dura quinze minutos e o resto do tempo vira discussão de custo, prazo e viabilidade. Foi assim nas missões de varejo, e é o que se espera aqui.
Vale lembrar que a expedição de outubro roda em paralelo à agenda de varejo da REx, que continua com a missão de varejo na China em março de 2027 e a ANUGA, em Colônia, em outubro do mesmo ano.
✅ O que fazer se você quer entrar nesse grupo
As vagas são limitadas por desenho, porque o acesso às empresas depende do tamanho do grupo. Quem tem interesse deve falar com o time agora: parte das visitas exige confirmação antecipada de nomes junto às empresas anfitriãs, e vistos para a China levam tempo.
Se você ainda está avaliando o formato antes de decidir, vale ler primeiro o que caracteriza uma imersão técnica internacional e o que separa isso de uma viagem de negócios comum.
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Quando acontece a expedição Building the Future China?
A expedição acontece de 26 de outubro a 4 de novembro de 2026, com saída do Brasil em 25 de outubro. O roteiro passa por Beijing, Hangzhou e Shanghai, com retorno no dia 4 de novembro.
Para quem é a expedição de construção civil na China?
Para empresárias, empresários e executivos de construtoras, incorporadoras, escritórios de arquitetura e engenharia, além de fornecedores, bancos e fundos de investimento ligados ao setor. O grupo é formado por decisores, o que muda o nível das conversas nas visitas técnicas.
O que é a Super Expo BAU China 2026?
É uma das principais plataformas asiáticas dedicadas à construção, arquitetura, materiais, fachadas, esquadrias, impermeabilização e tecnologias para edificações. O evento reúne diversas feiras do ecossistema BAU em uma única exposição que cobre todo o ciclo da construção civil.